Carga Rápida ou Imediata- Uma excelente opção

Implante dentário:

Quem tem perda óssea e quer fazer implante dentário sem enxerto e aqueles que sonham em se submeter a um implante e no mesmo dia sair do consultório já com a prótese bem instalada podem sorrir à vontade. Hoje isso já é possível graças às novas técnicas de implante. 

Para que todas as expectativas e até mesmo os casos mais complexos sejam plenamente atendidos, as técnicas de implante dentário buscam uma constante evolução.

Hoje os mais modernos e atuantes consultórios odontológicos contam com novidades de métodos e materiais capazes de oferecer várias soluções inclusive para pacientes que, até algum tempo atrás, não tinham mais condições de fazer nenhum tipo de implante.

Entre os vários casos diagnosticados diariamente nas cadeiras dos cirurgiões-dentistas, o de maior complexidade era aquele em que o paciente apresentava perda óssea muito grande. Aliás, esse problema é mais comum do que se pensa. A perda óssea não acontece apenas em quem sofreu algum traumatismo ou doença grave. Ela também é um processo natural que tem início na extração do dente. Com o passar do tempo, o osso vai se reabsorvendo, recuando em altura e espessura, como um gelo derretendo. Junto ocorre a retração de gengiva, deixando, como o povo diz, a boca murcha. 

Assim, para que pacientes com esse histórico pudessem também usufruir das vantagens de um implante e uma prótese fixa, muitas vezes restava apenas a possibilidade de fazer enxerto. 

Apesar de eficiente, essa técnica suscita uma série de inconvenientes. Uma delas seria a retirada de parte de ossos doadores, seja do queixo, seja da costela ou do ilíaco (osso da bacia). Portanto, há necessidade de hospitalização e a intervenção, na primeira etapa do tratamento, de médico ortopedista e anestesista.

Além dessa “complicação” toda, o paciente precisa ficar, após o enxerto, dois meses sem prótese nenhuma, evitando exercer força sobre o osso enxertado. A seguir, deve esperar oito meses para colocação dos implantes e aguardar mais um tempo (por volta de seis meses) a osseointegração até a colocação da tão esperada prótese. Enfim, é um processo que demanda uma persistência estóica e um tempo que para os pacientes parece infinito.

Mas felizmente esse martírio está com os dias contados. A solução, que vem fazendo sucesso no mundo todo, chega ao Brasil com o nome de implante ou fixação zigomática.

Minimizando a cirurgia
“Com esse método, o paciente não precisa fazer enxerto ósseo. Os implantes de titânio são colocados na região posterior da maxila, ancorados e fixados aos ossos malares (zigomáticos)”

informa Essa técnica, que ficou em estudo por quinze anos, envolve o terço médio superior da face. Portanto, ela atinge sempre a parte posterior (altura dos molares) e superior da boca. Por isso mesmo, o osso zigomático, na região conhecida como “maçã do rosto”, foi o escolhido, além de ser extremamente resistente e apresentar uma qualidade óssea satisfatória.

A técnica consiste na instalação de dois implantes, mais resistentes e compridos que os tradicionais, no corpo do zigomático. Introduzidos através dos seios da face, descem até as gengivas fazendo um ângulo de 45 graus em ambos os lados. A seguir, é colocada uma barra entre os implantes, onde será adaptada a prótese. Por ser indicada para quem tem ausência total dos dentes superiores, com perda óssea, essa técnica é associada à colocação de três ou quatro implantes convencionais no osso remanescente anterior (na frente) da maxila.

“Após a instalação das fixações zigomáticas, a osseointegração (formação do osso ao redor do implante) ocorre no período de seis meses, quando o paciente coloca a prótese definitiva”,

Tal qual o implante convencional, este também é definitivo. Apesar de ser uma cirurgia de médio porte, com certeza essa técnica minimiza o tratamento e o procedimento cirúrgico se comparada àquela que exige enxerto ósseo. O acompanhamento clínico do paciente e os cuidados com a higiene bucal são os mesmos indicados nos implantes tradicionais.

Dentes no mesmo dia
Outra técnica que vem deixando todo mundo entusiasmado e de boca aberta são os implantes de carga imediata.

“A grande vantagem é que tudo é feito em uma etapa só, sem necessidade de duas cirurgias. No prazo máximo de 48 horas ou no mesmo dia, é feita a instalação dos pinos de titânio e a colocação da prótese temporária”,

Na verdade esse implante não é nada diferente do outro. “O segredo da técnica consiste apenas na boa fixação e imobilização dos implantes com a prótese. Hoje já se sabe que para conseguir a osseointegração é preciso a imobilização do implante, e isso a gente consegue através da prótese”. 

Infelizmente ainda não é todo mundo que pode receber esse tipo de implante. Primeiro porque ele é viável só para a região anterior da mandíbula e, principalmente, para casos de falta total dos dentes na arcada inferior. Para que se consiga um bom resultado, é necessário implantar no mínimo três pinos de titânio de mais de 15 milímetros. A indicação desse procedimento também vai depender da quantidade e qualidade óssea do paciente, que deve estar com a saúde geral e bucal em perfeitas condições.

Nos EUA já existe implante de carga imediata que pode ser utilizado em casos unitários. Ele apresenta uma série de diferenças, inclusive anatômicas, em relação aos convencionais. Essa técnica, que vem alcançando um índice satisfatório nos EUA, deve chegar logo ao Brasil.

Os implantes de carga rápida exigem o trabalho em conjunto de uma equipe multidisciplinar. Ao mesmo tempo em que o dentista faz a colocação dos implantes, a prótese fixa temporária deve estar sendo confeccionada. Os novos e definitivos dentes (prótese definitiva) podem ser colocados no prazo de três meses, tempo mais que suficiente para uma boa cicatrização do local operado.

Também definitivos (dependendo dos cuidados do paciente, é claro), os implantes de carga imediata são perfeitos para quem quer ou precisa abreviar o tempo do tratamento. Logo após as implantações, o paciente já pode sair do consultório falando, mastigando e sorrindo normalmente. 

Estética é fundamental
Mesmo que o implante esteja firme, forte e em excelentes condições de exercer a função mastigatória, para a grande maioria das pessoas fica uma imensa frustração quando o resultado estético é pobre e artificial.

Atentos a esse problema, cada vez mais os dentistas se municiam de uma série de recursos e técnicas no intuito de proporcionar um aspecto estético que corresponda às expectativas dos pacientes.

Até recentemente, era comum o paciente se queixar, por exemplo, da prótese com aparência de dente “chapado”, meio que “cavalgando” na gengiva. Isso geralmente acontecia porque a prótese estava destituída de papilas (gengiva que fica entre um dente e outro). Apesar de pequenas, as papilas fazem parte da anatomia do dente natural. No entanto, quando o dente é extraído, elas são absorvidas pelo organismo, deixando o espaço interdental maior. Portanto, hoje, todo trabalho que queira se destacar pela proximidade com o natural, não pode esquecer de “reconstruir” as papilas e outras peculiaridades das gengivas. 

As técnicas para obter esse resultado são várias. Entre elas, destaca-se a cirurgia plástica gengival, que pode ser feita logo que o implante já esteja osseointegrado. Para casos mais específicos, há também o enxerto de gengiva, realizado com pedacinhos de gengivas doadoras ou mesmo do céu da boca. Mais uma possibilidade é o reposicionamento da gengiva, em que ela é cortada, relaxada e espontaneamente se posiciona no devido lugar.

Fora a ausência de papilas, outro problema sério é o de gengiva sensivelmente reabsorvida pelo organismo. Quando isso acontece, cria-se uma altura maior da gengiva até onde seria a ponta do dente. Essa dificuldade levou muita gente a ostentar próteses com dentes enormes, visivelmente artificiais. No entanto hoje esse problema é facilmente resolvido com gengivas de porcelana. Elas fazem parte da prótese, são como um apêndice dos dentes. O cuidado para que não pareçam falsas é tamanho que se torna quase missão impossível dizer onde começa a artificial e termina a natural e vice-versa, graças ao tratamento dado à sua textura, cor e forma.

Mesmo com tantas técnicas disponíveis, o resultado final depende (e muito) do planejamento prévio feito pelo dentista em conjunto com o protético. Esses profissionais devem estar juntos no diagnóstico, planejamento e execução do trabalho desde o início até o fim.

Com toda a sua destreza e sensibilidade, o cirurgião-dentista, no momento em que implanta o pino de titânio, deve fazê-lo de forma tal que favoreça o recriação das papilas quando for instalada a prótese. Angulação dos implantes, altura deles em relação à gengiva e ao osso, escolha adequada do tipo de superfície do implante, tudo isso deve ser minuciosamente calculado pelos profissionais.

Enfim, como se pode constatar, cada vez mais as técnicas de implante dentário buscam a união perfeita entre a funcionalidade e a beleza, atendendo os mais diferentes e complexos problemas que se apresentam no dia-a-dia dos consultórios. Para que isso seja realmente viável, está havendo maior integração entre as diversas áreas (cirúrgica, estética, protética) com objetivos em comum. Com isso ganhamos todos; as únicas que perdem são as dentaduras móveis, fadadas a cair no desuso total.

2 Respostas

  1. Prezado Senhores,

    Estou fazendo tratamento para implante dos 04 dentes dianteiro superior, já foi feito exerto osseo, que aparentemento foi bem sucecido, gostaria de saber após 06 meses da cirugia o poderia fazer implante através da carga rapida ou imediata, ou vou ter que continuar no tratamento anterior, fazer implante dos 02 pinos e aguardar mais 06 meses termino do trantatmento.

    • Olá Eduardo,
      Quando o enxerto ósseo realmente é um sucesso, existe sim a possibilidade de se planejar em fazer a carga imediata, mas para poder realizar a carga imediata o implante tem que tem um travamento adequado, caso contrário é melhor esperar sim o tempo para que ocorra a osteointegração!
      Um Grande abraço!
      Dr. Gustavo Camargo

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