A doença periodontal e o fumo

A doença periodontal e a cárie dental, representam as principais ameaças a saúde bucal. Enquanto a cárie dental estraga os dentes; as estruturas de suporte (cemento, osso alveolar e membrana periodontal) e de proteção do dente (gengiva) são afetadas pela doença periodontal. Afirma-se também que, a doença periodontal é a doença crônica mais prevalente que afeta a dentição humana. Ao longo dos anos o termo doença periodontal tem tido diferentes significados e tem sido usado de forma ambígua. Ele é usado em um sentido geral, para abranger todas as doenças do periodonto, seja ele de suporte ou de proteção. O termo doença periodontal como sinônimo de periodontopatia vem caindo em desuso.

 As doenças periodontais são tradicionalmente divididas em duas categorias principais: as doenças gengivais (gengivites) e as doenças que envolvem as estruturas de suporte do dente, como as periodontites.
O agente etiológico das doenças periodontais é a placa bacteriana. A placa bacteriana é formada por um conjunto de bactérias, células epiteliais descamadas, leucócitos polimorfonucleares, micoplasmas, leveduras e protozoários, que respondem pela doença periodontal.
O fumo com um fator que pode influenciar a doença periodontal, fatores ambientais, de natureza socioeconômica ou comportamentais (como o hábito de fumar), podem ter significante relação com as doenças periodontais. Em países desenvolvidos as populações com nível socioeconômico mais baixo não conseguem ter uma dieta adequada e nem uma higiene oral eficiente, contribuindo desta forma para uma condição periodontal ruim. Em países subdesenvolvidos a maior prevalência de problemas periodontais talvez possa ser explicada pelos baixos níveis de educação, associados com baixa renda e a nutrição deficiente, atuando em conjunto.
Diversos estudos demonstram que o tabagismo também pode influenciar a saúde periodontal, assim suspeita-se que o fumante tenha um risco maior em desenvolver doença periodontal. Entende-se por fumante, como sendo aquele indivíduo que tem disposição duradoura e repetição freqüente do ato de fumar cigarro.

Mobilidade dental

Mobilidade natural, “fisiológica”
Os dentes naturais apresentam uma pequena mobilidade, isto é, quando os dentes estão em função, eles sofrem uma movimentação dentro do seu alvéolo que é considerada normal (fisiológica). Essa mobilidade é conferida pelo ligamento periodontal que, a grosso modo, são fibras que unem o dente ao alvéolo (osso ao redor do dente).

Mobilidade causada por acidentes
Quando o dente sofre uma pancada (traumatismo), o ligamento periodontal, que é composto por fibras, é então estirado ou comprinúdo. A conseqüência disso é um aumento da mobilidade do dente. Quanto maior o trauma, maior será a mobilidade desse dente. Normalmente, a cura é espontânea e, em casos mais severos, é necessário fixar o dente traumatizado temporariamente.

Mobilidade causada por doença periodontal
A doença periodontal provoca a reabsorção do osso alveolar que circunda o dente e também a destruição do ligamento periodontal. Essa destruição, causada por bactéria, é gradual, lenta e indolor e, como conseqüência, provoca um aumento progressivo da mobilidade dental, que agora já não é mais considerada fisiológica. Há a necessidade de tratamento, que consiste inicialmente em fazer raspagem da placa bacteriana aderida à superfície radicular.      

Doença Periodontal

Mobilidade relacionada à articulação dentária
Quando um dente estiver mal posicionado, pode interferir na mordida (relacionamento dos dentes superiores e inferiores). Como conseqüência, esse dente receberá uma carga excessiva, a qual poderá causar um aumento da mobilidade. Há necessidade de ajuste para distribuir forças mastigatórias entre todos os dentes.

Mobilidade relacionada com prótese e restauração
Os dentes não se encontram isolados na boca, eles fazem parte de uma engrenagem. Os dentes superiores se relacionam com os inferiores em várias posições e de uma forma dinâmica (oclusão). Quando se realiza uma prótese ou uma restauração, esta deverá respeitar a oclusão se não, poderemos ter o que se chama “contacto prematuro”. Esse contacto interferente poderá causar mobilidade dental, pois haverá um aumento de carga sobre esse dente restaurado. Para a correção, deverão ser realizados ajustes nesses trabalhos ou, ainda, a sua substituição.

Mobilidade causada por pulpites (Inflamação da polpa dentária)
Essa inflamação, que ocorre dentro do canal, pode provocar também uma inflamação das fibras periodontais que circundam a raiz do dente afetado. Em decorrência disso, temos uma maior mobilidade e esta pode ser acompanhada de um descolamento (extrusão) dando a sensação de dente “crescido”.
Após o tratamento endodôntico (canal), a inflamação desaparece e o dente volta a seu lugar e a ter a mobilidade natural (fisiológica).

Mobilidade causada por tratamento ortodôntico (correção de dentes mal posicionados)
Para a correção da má posição de um dente, é necessário aplicar uma determinada força nele, fazendo a movimentação do dente. Isso é feito através de aparelhos ortodônticos fixos ou móveis. Entretanto, esse tratamento provoca um aumento na mobilidade do dente, principalmente logo após a ativação (apertamento) do aparelho. Depois de 48 horas, a mobilidade excessiva volta a níveis normais.

Fonte: Revista da APCD

Escovas Dentais – Saiba qual a sua importância

Qual a importãncia da escovação dos dentes para a saúde bucal?
Para a prevenção da cárie e da doença periodontal, é necessário que se faça uma completa remoção da placa bacteriana, a principal causadora dessas doenças, através de uma escovação correta.

A escova dura parece que limpa melhor os dentes. Seu uso pode prejudicá-los?
A escova ideal para dentes naturais deve ser macia ou extramacia porque, para uma boa escovação dental, é necessário escovar as gengivas, e escovas duras, além de machucarem a gengiva, podem desgastar os dentes, provocando sensibilidade, e provocar a retração gengival, que pode afetar a estética do sorriso e também provocar dor.

Existe uma escova de dentes apropriada para cada idade?
Atualmente é preconizado o início da escovaçao logo após o aparecimento do primeiro dentinho, no bebê; a escova indicada, embora tenhamos poucas opções no mercado nacional, é uma escova extramacia, que limpe os dentinhos recém-erupcionados, faça massagem na gengiva e tenha um cabo que permita um bom apoio para o adulto que irá fazer a escovação. A partir dos 3 anos, a criança gosta, ela mesma, de fazer a escovação; nesse caso deve ser usada uma escova com a cabeça pequena, cerdas macias e que tenha uma proteção no longo eixo do cabo, para evitar acidentes; um adulto, entretanto, deve complementar a escovação.
A partir dos 7 anos, a criança quase sempre já consegue realizar a escovação sozinha, embora deva haver a supervisão de um adulto. A escova deve ter cabeça de tamanho médio, cerdas macias, pontas arredondadas e um cabo robusto, que facilite a empunhadura.

O que é escova interdental?
A escova interdental tem sido utilizada para a limpeza sob próteses fixas e também no caso de doentes periodontais que perderam a papila que fica em meio aos dentes. Para quem não tem doença periodontal, a escova interdental poderá forçar a gengiva e provocar uma lesão traumática; assim, o uso adequado do fio dental é aconselhável.

As escovas elétricaapodern substituir as escovas comuns?
Normalmente as escovas elétricas têm sido indicadas a pacientes especiais que tenham algum tipo de dificuldade motora para fazer uso da escova comum e especialmente a pacientes geriátricos que tenham alto risco às cáries radiculares e também à doença periodontal. 0 uso da escova elétrica nesses casos serve de estímulo para que o paciente mantenha sua saúde bucal mesmo tendo dificuldades motoras. Quando forem indicadas, é importante salientar que as escovas sejam macias ou extramacias e, se possível, que tenham movimento elíptico durante o seu uso.

Quem tem doença periodontal necessita de escova especial?
A essas pessoas indica-se o uso de escova com cerdas extramacias e escovas do tipo tufo, que escovam dente a dente, fazendo uma remoção mais eficiente da placa bacteriana.

E quem usa aparelho fixo?
A instrução e a motivação do paciente são os principais meios de prevenção, constituindo-se as escovas especiais como a bitufio, a sulcus (duas fileiras de cerdas) ou a orthodontic (cerdas com depressão em forma de V) em meios auxiliares no controle da higienização.

Qual a melhor escova para dentadura?
Atualmente existem no mercado algumas escovas específicas para escovar as próteses totais; são maiores que as escovas de dentes comuns, têm cerdas duras, e o desenho é adequado ao formato da prótese. Caso não se achem as escovas específicas, pode-se simplesmente utilizar uma escova dental dura.

Quanto tempo deve durar cada escovação?
É necessário que não haja pressa; devemos caprichar na escovação realizada à noite, após o jantar ou antes de dormir, limpando todos os dentes: primeiro com o fio dental e, em seguida, com a escova. Esse processo deve demorar cerca de 10 minutos.

Quantas vezes por dia é necessário escovar os dentes?
Isso depende do risco do paciente à cárie ou à doença periodontal. Para pacientes considerados “normais”, ainda se prescreve que se façam três escovações ao dia: pela manhã, após o almoço e após o jantar ou antes de dormir; contudo, deve-se saber que a higienização mais importante é aquela realizada à noite.

Fonte: Revista da APCD

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